O Futuro, espadas e arco e flecha
Para uma civilização evoluir, especialmente no campo tecnológico, é necessário que haja tempo livre. Pelo menos alguns dos seu membros terão de dispôr de tempo para analisar, estudar, experimentar.
Se todo o tempo for passado no esforço de cumprir necessidades básicas como a sobrevivência individual ou da espécie, a capacidade de evolução está à partida muito limitada. Numa situação extrema, perdidos os meios para utilizar e aplicar o conhecimento e tecnologias adquiridas, mesmo estas se podem perder com o passar do tempo.

No século XXVII de Pagwagaya, a evolução tecnológica humana está pouco além do que temos na situação presente. Não se utilizam combutíveis fósseis, principalmente porque não há condições para o extrair da terra e porque não é possível a sua distribuição. Quase toda a energia disponível é retirada do sol.
Os veículos (muito poucos e de utilização muito restrita) são contudo bastante mais eficientes. Há muito pouca energia, mas alguma desta ainda é desperdiçada em armas que disparam feixes letais.
O Homem não teve oportunidade de evoluir para além disso.

Mas ainda que tivesse mais energia para armas mais poderosas, as suas limitações inatas não lhe iriam permitir tirar partido disso com a eficiência que pretenderia. De nada lhes serve poder de fogo se não souberem a quem o dirigir.

Estamos então perante um futuro pouco futurista onde explosões de materiais convencionais, espadas, arcos e flechas e mesmo bastões são as armas mais eficientes.

Fora da área tecnológica os Homens apenas evoluiram para utilizar meios menos prejudiciais porque a isso foram forçados.
As guerras entre eles deixaram de existir porque são agora em números mínimos em relação ao que eram e porque têm de viver em comunidades isoladas.

Se ao menos a Humanidade aprendesse com os erros, e aprendesse a ver.