O Fim do Mundo e o renascimento da Terra
A parte principal da história de Pagwagaya acontece no futuro na zona das Portas de Ródão.

Inspirado por eventos como o final do calendário Maia, Pagwagaya baseia-se na existência de um evento cataclísmico algures no futuro próximo. Esse cataclismo dizimará muitos milhões de seres, incluíndo seres humanos.
Outro efeito será a alteração da superfície da Terra com alguns pontos a emergirem, outros a afundarem, mares e montanhas novas a serem criadas. Noutros locais, com alterações menos profundas, conseguir-se-á algum paralelismo com a situação actual.
Esse é o caso da zona das Portas de Ródão. Alguns dos maciços rochosos ter-se-ão mantido mais ou menos intactos, mas outros, especialmente outros tipos de terreno, terão sofrido algumas alterações.

Mas aqui tal cataclismo não representa a aniquilação completa de toda a vida que conhecemos e decidi não escrever sobre a destruição, sobre a miséria, sobre o sofrimento ou sobre a agonia.

Também não é uma história futurista e não consigo classificá-la como ficção científica, embora outros o tenham feito.

Daqui a cerca de 600 anos a Terra estará em fase adiantada de recuperação.
De algum modo o mundo natural sobreviveu e, livre da influência humana, a Terra recuperou para um estado quase pristino, como não acontecia há vários milhares de anos. Florestas frondosas, animais selvagens, rios abundantes e montanhas intocadas.

A raça humana não pereceu por completo. Durante a parte crítica do cataclismo e nos muitos anos que se lhe seguiram até que a atmosfera recuperasse completamente, refugiou-se em cidades subterrâneas. Mas a sua existência tornou-se muito mais difícil, a viverem sempre no limite da sobrevivência e, inevitavelmente, o progresso científico estagnou e a capacidade de influenciar o meio ambiente reduziu-se ao mínimo.

Ao mesmo tempo outra ordem emergiu na Terra e, quando finalmente os Homens puderam emergir dos seu refúgios, não puderam reconquistar o domínio que tinham sobre o mundo e passam a ter de se bater com uma realidade bem mais dura e para a qual não estavam preparados.